A ‘(in)justiça’ contra os Comandos? Quantos mais “arguidos” menos estúpidos serão!

Por Vítor Luís
Designer Gráfico e Digital e Técnico em Comunicação Escrita e Visual, membro da Associação Portugueses Primeiro, Nacionalista social independente

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Uma análise séria e profunda de todo este ‘processo’ dos Comandos e da sua Instrução requer mais que ‘bom senso’ e ‘prudência racional’. Este domínio atinge dimensões não-racionais – a ‘racionalidade’ nunca foi tudo, a não ser para os ‘oitocentistas e positivistas arqueológicos. O sentido vital do esforço é para vencer – primeiro o próprio ‘Eu interior, que ‘nos resiste’ e ‘teme’, depois o Inimigo. (*)

O treino das ‘forças de elite’ anda tão perto dos limites da resistência que não é difícil haver exageros – e baixas. Os militares Comando não são ‘estúpidos’ mas podem ser tão incompetentes como muitos civis – as consequências é que podem ser outras… Todavia, quantos mais arguidos houver menos ‘estúpidos’ haverá. A natureza da Instrução não permite ‘demasiada estupidez’ mas segue procedimentos assumidos – até, afinal, habituais – embora possam não ser facilmente aceites pelos ‘analistas’ do costume… As situações que têm de estar preparados para aguentar ultrapassam em muito a previsão e a própria compreensão das ‘pessoas normais’.

 

Ser Comando não é tão só um ‘modo de vida’ como outro qualquer… É – e muito – um modo de morte – que começa logo no próprio treino intensivo e cruel – isso mesmo! Os voluntários têm que estar disso conscientes. Mas os ‘civis’ também – «Si vis Pacem para Bellum» (**) pode obrigar a dimensões terríveis de preparação – como Esparta historicamente demonstrou, por exemplo… Pelos valores de hoje – e aqui com ‘v’ e não com ‘V’, ninguém teria partido para as Termópilas, «estupidamente poucos» desacompanhados pelo resto do exército da Cidade-Estado, apenas os 300 com o seu Rei – e toda a sua cabeça à frente!…

Mais, os Comandos de hoje, os que partiram para o Centro de África, há 2 meses, creio, são mesmo Comandos e não ‘comandos’… Continuam a ser o que foram, em novos contextos – que o importante aqui é o ‘fogo’ e não a fogueira. No entanto, o depauperamento físico e psicológico das novas gerações – quem o não vê? – pode, sim, criar grandes incapacidades e inadequações à missão… Desde logo na Instrução. Porém, é preciso preencher as fileiras – este ‘poder’ hipócrita continua, afinal, a precisar de enviar combatentes especiais – agora para as ‘guerras dos outros’…Essas exigências podem provocar distorções e a mediocridade é geral. Vivemos numa sociedade de merda – e ela ‘salpica-nos’ a todos!

Entretanto a Justiça ‘civil’ – que também é hoje uma ‘justiça’ – não me parece ter uma capacidade de avaliação adequada… Além disso, há, como se sabe – e não convém olhar para o lado’ – uma campanha política ‘d’esquêrda’ contra os Comandos. No entanto, além do ‘ódio-patológico’ pseudo progressista, o ‘individualismo burguês’ – mesmo na sua feição ‘conservadora’ e até ‘cristã’- também se manifesta contra o Espírito de Combate e de Sacrifício, percebe-se bem nas alegações que se conhecem… De facto, a ideia de que a ‘vida humana’ é o ‘valor supremo’, a preservar a todo o custo, é apenas uma ‘ideia’ das muitas que o ‘humanismo’ tem desenhado no ar – e choca com a Verdade de uma preparação ‘total’ para a guerra – para a vencer, mesmo! Esse é um domínio em que exactamente o oposto acontece… Hajam a Frontalidade e o Conhecimento de o reconhecer!

Uma sociedade doente ‘não percebe’ e não ‘entende’ nada disto. A atitude que aqui se manifesta não tem nada a ver com qualquer ‘temor reverencial’ perante fardas – até porque a essência deste ‘problema’ nada tem a ver com ‘fardas’…. Mas com uma grande concepção do Mundo e da Vida – A ‘Via Heróica’, absolutamente esquecida, mas essencial à formação das ‘forças de elite’, que os gregos bem consideravam como ‘Via’, e de que as ‘fardas’, hoje, podem ser apenas uma ‘pele’ circunstancial e em que ser ‘militar’ é só uma consequência, não um ponto de partida. Uma ‘Via’ orientada por uma ‘inteligência própria, bem expressa no grito ‘Glória ou Morte!’ ( e não o contrário, como cá…). Pelo ‘guião moralmente correcto’ esse lema deveria hoje ser ‘proibido’! Repito: uma sociedade doente ‘não percebe’ e não ‘entende’ nada disso.

‘A Via Heróica’ – descubram o que é e como se segue – é um ‘credo’ em função do qual é até possível ser-se muito mais ‘agressivo’ – como eu juro que poderia ser – contra aqueles que se revelarem apenas tecnicamente incompetentes ou erraram demais no treino do 127º Curso de Comandos… Que sejam apuradas as efetivas responsabilidades – Mas numa perspectiva certa e profunda e não ‘sob pressão” do miserabilismo mental ‘deste país’.. ‘MAMA SUME! – o ‘grito Comando’ – quer dizer ‘ Prontos para o Sacrifício’ – assim seja!

(*) O grande inimigo do Guerreiro é ele próprio, o seu medo e instinto de auto-preservação que o pode fazer ‘bloquear perante os dasafios, sem tempo nem oportunidade para ‘repetir, inflectir ou ‘reflectir…
A ‘transfiguração espiritual éum grande recurso / objectivo presente neste tipo de instrução, gradualmente mais exigente, em fasesque requerem a superação da ‘insuficiência’ prévia. Mais do que a capacidade puramente física é este tipo de ‘ascensão’ que se procura estimular, como processo dinâmico, no próprio ‘software’ do guerreiro. É esse o cerne da ‘Via Heroica’… A Glória é o final transcendente dessa superação sucessiva de si mesmo e dos obstáculos. Mas a Morte pode, sempre, surpreender, no contexto e na dimensão deste esforço. Daí a Glória – ou a Morte!
(**) «Se queres a Paz prepara-te para a guerra»

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