Síria e Trump, o regresso dos neocons ou apenas um desviar de atenções?

O ataque militar norte-americano contra uma base militar síria, ordenado pela administração Trump, faz saltar de imediato várias questões e oferece outras tantas leituras:
  • O governo sírio conheceu na Federação Russa um forte aliado no combate ao terrorismo, terrorismo que Donald Trump acusou ser uma criação da Hillary Clinton, ainda no decorrer da campanha eleitoral.
  • Desde então Trump tem estado sob os holofotes devido a uma eventual interferência russa durante essa mesma campanha eleitoral e que teria por objectivo ajudá-lo a vencer as eleições. Trump tem negado veementemente tal facto mas um inquérito federal está a decorrer.
  • Depois da queda de Michael Flynn, o primeiro conselheiro para a segurança nacional nomeado por Trump, devido às suspeitas de ligações desse com a Federação Russa, esta semana Trump substituiu o sucessor de Flynn,  Steve Bannon, também ele conhecido pela sua vontade de uma aproximação entre os EUA e a Federação Russa.
Chegados aqui, é lícito aventar que estamos a assistir a uma mudança de estratégia da administração Trump, seja por estar a cair nas mãos dos neocons, seja simplesmente para desviar o foco de atenção mediática da eventual influência russa nas eleições presidenciais.
Seja qual for o motivo por trás desta decisão de lançar mais de 50 mísseis contra uma base militar síria, a decisão do presidente Trump marca um regresso às decisões político-estratégicas dos seus antecessores e que foram directamente responsáveis por inúmeros conflitos e tragédias globais. Donald Trump está meter em causa precisamente aquilo que levou milhões de pessoas a votarem nele e nele verem uma mudança do paradigma geopolítico planetário. As reais consequências diplomáticas deste gesto ainda estão por conhecer, mas para já, ao nível político, Trump perdeu apoios, a Alt Right já retirou o seu apoio ao presidente e também nós, a verdadeira direita portuguesa, não nos revemos com um presidente que paulatinamente vai esboroando tudo aquilo que havia prometido antes de ser eleito.

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