SEMPRE NA VANGUARDA DA INFORMAÇÃO (EPISÓDIO II)

Por João Vaz
Licenciado em Filosofia

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Entrevista com o camarada Hernando Matos, grande educador da classe operária.

-Boa tarde, dr. Hernando, bem haja pela entrevista. Diga-nos, doutor, o senhor causou recentemente polémica com as suas palavras acerca dos atentados na Europa. Quer clarificar o sentido das mesmas?

-Boa tarde, senti necessidade, eu sempre fui assim, sempre estive com os povos do mundo contra o imperialismo e o capitalismo e… só um momento… (atende o telemóvel), sim, diz, sim… é para comprar, isso, sim, vá, depois falamos. Peço desculpa, era um dos meus gestores de conta, por causa de uns títulos que lhe disse para comprar, mas onde é que íamos?

-No capitalismo…

-Ah, pois, eu sempre lutei contra o capital, sempre, e quando estas coisas acontecem estou com os povos explorados e contra o imperialismo. Bombas na França? Na Suiça? Na Holanda? Contra o imperialismo? Apoio.

-Mas o doutor, se bem me recordo, apoiou a invasão do Afeganistão pela URSS, e esteve com a China quando ela atacou o Vietname e…

-Não queira misturar as coisas! Assim não nos entendemos! Isso não era imperialismo! Isso era uma acção contra o capital, vai daí apoiei.

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Sempre na vanguarda da informação (episódio I)

Por João Vaz
Licenciado em Filosofia

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Sempre na vanguarda da informação apresentamos hoje a entrevista com o ministro Ding Dong, responsável britânico pela segurança, isto a propósito do sucedido em Londres.

-Sr. Ministro, um primeiro comentário a este atentado.

-Ora bem, em primeiro lugar há que ter cuidado com as palavras. A expressão atentado parece-me muito forte e pode dar azo a interpretações erradas. Como sabemos que não se trata de insurgência, de resistência? A nossa BBC, com o seu selo de qualidade, recusa-se a usar o termo “terrorista” pois o terrorista de uns é o combatente da liberdade de outros. Além disso, como nos ensinou Jacques Derrida e a gramatologia…

-Certamente, sr. Ministro. Mas diga-nos, qual vai ser a reacção a estes acontecimentos?

-Qual vai ser? Já foi! Já reagimos e de forma exemplar! Deixe-me dizer-lhe que os nossos aliados franceses desligaram a luz da Torre Eiffel em sinal de solidariedade, enviando assim uma mensagem muito forte aos insurgentes. Foram colocadas flores no locar do sucedido. No nosso caso, em reunião, os ministros discutiram medidas semelhantes. Houve mesmo uma proposta de desligar o Big Bang e…

-Peço desculpa por interromper, sr. Ministro, mas refere-se ao Big Ben, certamente.

-Ou isso, é igual. Mas concordou-se que tal seria excessivo. Optou-se por medidas mais concretas mas, ainda assim, firmes. Vamos pedir aos senhores do Dito Estado Dito Islâmico, como muito bem diz um grande comentador do vosso país, se não se importam de parar com estas acções. Mas temos de ter cuidado com as reacções, é necessário não cedermos à xenofobia e à islamofobia. Veja, tivemos um ministro, não vou dizer qual, a sugerir que usássemos uma bandeira britânica na lapela. Imagine-se! Que sinal daríamos? Que somos xenófobos e de extrema-direita! Não, temos de ter muita cautela porque não queremos magoar os nossos irmãos islâmicos nem fazer o jogo dos racistas.

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Isto não é um sketch humorístico, é uma análise do director do “Courrier Internacional”

A Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro publicou um vídeo que recupera parte de um programa da SIC no qual o director do “Courrier Internacional”, Rui Cardoso, expressou desconcertantes declarações que ultrapassam o ridículo e inserem automaticamente este sujeito na categoria de “Palerma do Ano”, como acertadamente o classificou a referida associação.
Poderia especular acerca do estado mental do indivíduo, mas tal exercício revela-se desnecessário quando se ouve o que este… (desculpem, necessito respirar fundo), dizia, este cavalheiro proferiu em plena tv.  Ora escutem…