Se Gibraltar é espanhol, Olivença é portuguesa!

Oli

Gibraltar  voltou a ser tema por estes dias, depois das dúvidas que surgem em torno do destino desta península após o Brexit. Se é certo que este território goza de autonomia administrativa, mantém, todavia, uma estreita ligação à coroa britânica, a qual, por lapso, não referiu Gibraltar na carta em que Theresa May accionou o Artigo 50, com vista ao abandono da União Europeia pelo Reino Unido, o que despertou o Reino de Espanha para a velha questão da soberania sobre o mencionado território e levou a uma acesa troca de palavras, em tom belicista, entre os dois estados europeus.

Mas vamos aos factos. Em 1713 foi assinado o Tratado de Utreque que tinha por objectivo pôr fim  à guerra da sucessão espanhola (1701–1714) ,  definir a questão da sucessão no trono de Espanha e redefinir o xadrez político europeu e dependências ultramarinas. Do dito tratado resultou para a Inglaterra a cedência de importantes bases marítimas, entre as quais Gibraltar. Acontece que a coroa espanhola entende o acordo de cedência do rochedo a título de empréstimo e não enquanto cedência da soberania sobre o território, pois, argumenta, o texto prevê a devolução e não contempla qualquer direito da população de Gibraltar, entretanto colonizado por britânicos, a decidir acerca da já referida soberania, argumento usado por Londres para justificar a sua posse do istmo gibraltino, depois de ter realizado vários referendos em que questionava os habitantes do território se preferiam optar pela soberania espanhola ou manter a cidadania britânica.

Se podemos compreender os argumentos de parte a parte, não deixa de ser caricato o facto de Espanha reclamar Gibraltar sem tecer qualquer comentário acerca da questão de Olivença, Continue reading “Se Gibraltar é espanhol, Olivença é portuguesa!”

A ‘(in)justiça’ contra os Comandos? Quantos mais “arguidos” menos estúpidos serão!

Por Vítor Luís
Designer Gráfico e Digital e Técnico em Comunicação Escrita e Visual, membro da Associação Portugueses Primeiro, Nacionalista social independente

xzxdc

Uma análise séria e profunda de todo este ‘processo’ dos Comandos e da sua Instrução requer mais que ‘bom senso’ e ‘prudência racional’. Este domínio atinge dimensões não-racionais – a ‘racionalidade’ nunca foi tudo, a não ser para os ‘oitocentistas e positivistas arqueológicos. O sentido vital do esforço é para vencer – primeiro o próprio ‘Eu interior, que ‘nos resiste’ e ‘teme’, depois o Inimigo. (*)

O treino das ‘forças de elite’ anda tão perto dos limites da resistência que não é difícil haver exageros – e baixas. Os militares Comando não são ‘estúpidos’ mas podem ser tão incompetentes como muitos civis – as consequências é que podem ser outras… Todavia, quantos mais arguidos houver menos ‘estúpidos’ haverá. A natureza da Instrução não permite ‘demasiada estupidez’ mas segue procedimentos assumidos – até, afinal, habituais – embora possam não ser facilmente aceites pelos ‘analistas’ do costume… As situações que têm de estar preparados para aguentar ultrapassam em muito a previsão e a própria compreensão das ‘pessoas normais’.

 

Continue reading “A ‘(in)justiça’ contra os Comandos? Quantos mais “arguidos” menos estúpidos serão!”

Despovoamento do interior: flagelo demográfico

Por Rui Amiguinho
Professor do ensino básico e secundário, Licenciado pré-Bolonha em Informática e Gestão de Empresas e pós-graduado em Ciências da Educação, Presidente da Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro e da Associação Ecológica Motus Veritis, Co-editor do projecto livreiro Contra-Corrente

Raizes

A concentração de investimentos no litoral do país funciona como um sorvedouro de população que aflui às cidades com as inerentes necessidades de habitação, vias de comunicação e transportes. As grandes cidades do litoral estão à beira do colapso urbanístico promovendo a degradação ambiental devido à construção desenfreada em terrenos agrícolas e florestas.

A qualidade de vida ressente-se: ainda que os equipamentos sociais, lúdicos ou os postos de trabalho melhor remunerados se encontrem no litoral, a forte massificação a que este está sujeito cria comunidades sem elos de ligação entre si, algo que ainda existe no interior.

A descaracterização das cidades é ainda mais evidente pela presença (maioritária, em certas zonas) de comunidades alógenas, desenraizadas, e não poucas vezes portadoras de uma matriz cultural e civilizacional com valores contrários, ou mesmo incompatíveis, com os nossos.  A elevada criminalidade que se conhece nas grandes cidades está directamente associada a este desenraizamento e a estas comunidades, algo que é propositadamente escamoteado pelo poder dominante, pela necessidade deste em manter este “exército” de mão-de-obra barata e de baixo poder reivindicativo.

Continue reading “Despovoamento do interior: flagelo demográfico”

Factos acerca dos “refugiados de Aveiro” que afinal são terroristas

foto213364687_664x373

Esta semana as autoridades alemãs entregaram à Polícia Judiciária um cidadão marroquino ligado ao terrorismo islâmico. Trata-se do segundo cidadão marroquino, a quem o Estado português concedeu o estatuto de refugiados e que foram instalados em Aveiro, detido por suspeita de actividade terrorista. Mas passemos aos factos:

  • Abdessalam Tazi, 63 anos, teria ainda em Marrocos a função de recrutador para o Estado Islâmico.
  • Abdessalam Tazi tinha a intenção de conseguir o asilo político em Portugal e fazer do nosso país uma base da sua actividade para o resto da Europa.
  • Abdessalam Tazi identificava jovens islamitas radicais dispostos a emigrarem e proporcionava-lhes documentos e bilhetes de viagem.
  • Abdessalam Tazi conheceu Hicham el Hanachi e chegaram em 2013 ao aeroporto de Lisboa com passaportes e identidades falsas, alegando ser essa única forma de fugir do país onde eram perseguidos politicamente.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi esconderam que se conheciam.
  • Abdessalam Tazi afirmou ser polícia em Marrocos e assumiu-se opositor ao regime marroquino, defendendo uma linha islâmica mais radical.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi obtiveram estatuto de refugiados em 2014.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi foram monotorizados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, organismo que confirmou que estavam tentar a radicalizar jovens no centro de refugiados da Bobadela e entre outros membros da comunidade marroquina em Portugal.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi recrutaram pelo menos dois jovens, um deles também refugiado, que acabaram por se juntar ao ISIS na Síria.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi, ao abrigo do estatuto de refugiados concedido pelas autoriades portugueses, viajaram, de acordo com os registos conhecidos para Espanha, Inglaterra, França, Grécia, Turquia e até Brasil.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi separaram-se no ano passado, vindo Hicham el Hanachi a ser detido em Novembro pela polícia francesa por suspeita de estar a preparar um atentado ao Disneyland Paris, depois de se ter percebido que havia estado na Síria onde recebeu treino militar com o ISIS.
  • Abdessalam Tazi tinha também residência na Alemanha, país onde acabou por ser preso por crimes relacionados com falsificações, burlas e fraudes, que serviam de financiamento da sua actividade.

Levantam-se agora as seguintes questões:

Continue reading “Factos acerca dos “refugiados de Aveiro” que afinal são terroristas”

O affaire Dijsselbloem ou um caso de fake news na fake European Union?

zllllo

Racista, xenófobo e sexista”, afirmou o primeiro-ministro do governo não-eleito, António Costa, referindo-se às declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. O senhor Costa, desatento dos workshops do Bloco de Esquerda, deveria já conhecer a lição; quando se saca da cartilha deve-se fazer uso integral da mesma e, como tal, deveria ter reforçado a acusação ao político holandês com os restantes e sonantes lugares-comuns: homofóbico, islamofóbico, anti-semita, nazi-fascista, transfóbico e misógino. O impacto era outro e teríamos agora os membros da LGBTQI… (e restantes letras do abecedário) a fazer coro dos protestos.

Mas o que disse afinal o presidente do Eurogrupo, organismo que ninguém conhece? Continue reading “O affaire Dijsselbloem ou um caso de fake news na fake European Union?”

A ERA DO POPULISMO

Populismo. Esta é indubitavelmente a palavra que se encontra na ordem do dia e quiçá a mais proferida pelas classes política e jornalista na Europa. Sempre que lemos nos jornais ou ouvimos na tv ou rádio, o populismo é revestido de uma carga imensamente negativa. Tal prática discursiva tem por objectivo descredibilizar determinados movimentos ou personalidades e simultaneamente incutir receio e rechaço nos leitores ou espectadores.

Mas o que é e representa realmente este populismo?

Numa descrição simplista o populismo pode ser entendido como um movimento de transformação política que concebe o povo como o principal actor no terreno da acção política, movimento esse que se afirma por oposição ao poder instituído – seja ele político, económico, financeiro, social ou mediático – e que, por norma mas não necessariamente, projecta na figura de um dirigente carismático a antítese daquilo que a classe dirigente representa.

Não sendo fácil enquadrar ideologicamente o populismo à esquerda ou à direita, historicamente o populismo manifestou – se ora como fenómeno de cariz direitista, ora como derivação esquerdista, mormente na América do Sul, continente onde os movimentos populistas geraram uma dinâmica de integração das massas populares na vida política. Continue reading “A ERA DO POPULISMO”