O COMBATE CULTURAL QUE NOS DEVE MOBILIZAR!

Por Vítor Luís
Designer Gráfico e Digital e Técnico em Comunicação Escrita e Visual, membro da Associação Portugueses Primeiro, Nacionalista social independente

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«Na verdade, é na Cultura que enraíza a estrutura dos valores, o carácter nacional, os gostos e as tendências, o modo de conceber o mundo e a vida. É uma herança cumulativa, como a caracterizou Lorenz, formada por todo o equipamento material e espiritual que a sociedade possui, e com o qual responde aos desafios internos (crises) e externos (naturais e sociais).  A Cultura é, por conseguinte, aquilo que de mais precioso tem um Povo ou uma Etnia. É, por um lado, o traço que o distingue dos outros povos, com costumes e mundividências distintas, e, por outro, a característica do processo de hominização» (…)

«Daqui que o caminho para o poder nos Estados burgueses, desde há muito, seja este: assalto à Cultura, abastardamento de todas as características positivas do carácter e imagem nacionais, substituição de padrões nacionais por elementos culturais importados, enfraquecimento e eliminação da resistência dos intelectuais patriotas e, finalmente, domínio das principais alavancas da Cultura: meios de comunicação, universidades, institutos e instituições, editoras, escolas, arte, etc.» Continue reading “O COMBATE CULTURAL QUE NOS DEVE MOBILIZAR!”

Se Gibraltar é espanhol, Olivença é portuguesa!

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Gibraltar  voltou a ser tema por estes dias, depois das dúvidas que surgem em torno do destino desta península após o Brexit. Se é certo que este território goza de autonomia administrativa, mantém, todavia, uma estreita ligação à coroa britânica, a qual, por lapso, não referiu Gibraltar na carta em que Theresa May accionou o Artigo 50, com vista ao abandono da União Europeia pelo Reino Unido, o que despertou o Reino de Espanha para a velha questão da soberania sobre o mencionado território e levou a uma acesa troca de palavras, em tom belicista, entre os dois estados europeus.

Mas vamos aos factos. Em 1713 foi assinado o Tratado de Utreque que tinha por objectivo pôr fim  à guerra da sucessão espanhola (1701–1714) ,  definir a questão da sucessão no trono de Espanha e redefinir o xadrez político europeu e dependências ultramarinas. Do dito tratado resultou para a Inglaterra a cedência de importantes bases marítimas, entre as quais Gibraltar. Acontece que a coroa espanhola entende o acordo de cedência do rochedo a título de empréstimo e não enquanto cedência da soberania sobre o território, pois, argumenta, o texto prevê a devolução e não contempla qualquer direito da população de Gibraltar, entretanto colonizado por britânicos, a decidir acerca da já referida soberania, argumento usado por Londres para justificar a sua posse do istmo gibraltino, depois de ter realizado vários referendos em que questionava os habitantes do território se preferiam optar pela soberania espanhola ou manter a cidadania britânica.

Se podemos compreender os argumentos de parte a parte, não deixa de ser caricato o facto de Espanha reclamar Gibraltar sem tecer qualquer comentário acerca da questão de Olivença, Continue reading “Se Gibraltar é espanhol, Olivença é portuguesa!”

O idiota de esquerda: esse adepto do pronto-a-pensar

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«Na realidade não é apenas o homem de direita mas o homem do povo em geral que a “intelligentsia” de esquerda suspeita de ter reflexos fascizantes (…)

A esquerda caviar que, por desejo pedagógico, envia a sua prole para liceus de excelência ou escolas bilingues, deveria olhar para dentro de casa antes de falar do racismo dos pais que retiram os seus filhos de escolas difíceis para os colocar em estabelecimentos onde poderão procurar uma escolaridade normal. (…) Os que encontram todas as virtudes nos estrangeiros não são os que coabitam com eles. Digamo-lo sem ambivalências: neste assunto, a “intelligentsia” não tem um discurso de esquerda mas um discurso de classe. O discurso de uma burguesia liberal, certamente generosa, mas ignorante dos fenómenos provocados pela imigração nos bairros onde ela é massiva. (…) A cegueira voluntária do idiota de esquerda sobre a imigração exerce-se particularmente no domínio da criminalidade. As estatísticas mostram sem contestação possível que existe uma sobre-delinquência estrangeira, por vezes importante, nomeadamente no domínio da droga (…) Esta situação não perturbaria os idiotas de esquerda se tivessem ainda alguns rudimentos de marxismo e não tivessem sucumbido à religião dos direitos do homem, esse novo ópio dos intelectuais (…)

Por romantismo pseudo-revolucionário o coração do idiota de esquerda só vibra pelo excluído “exótico”, quer este viva sob o sol dos trópicos ou passeie os seus dreadlocks nos bairros da Europa. (…) A sua apreensão da imigração é puramente intelectual. E traduz sobretudo o seu sentimento de culpa face a uma colonização muitas vezes selvagem, a uma descolonização falhada e à importação massiva, do tempo do pleno emprego, de uma mão-de-obra estrangeira barata (…) Sobre os ditos temas de sociedade, a ideologia do idiota de esquerda é dominante entre os jornalistas, para lá das simpatias partidárias (…) Desde que a vítima seja “de cor”, eles decretam o carrasco racista, quando a análise objectiva dos factos remete muitas vezes para outras explicações. (…)

Os problemas ligados à imigração deveriam ser apreendidos de forma global, com o desejo de tratar equitativamente todos os parceiros. Não deveria haver de um lado o “branco” obrigado a todos os deveres, incluindo o de viver sem se queixar uma coabitação discutível, e do outro lado os imigrantes com todos os direitos, incluindo o direito a serem isentados de deveres (…) A “intelligentsia” de esquerda deve livrar-se do seu sentimento de culpa para fazer face à realidade: o imigrante a encorajar hoje em dia não é o que se desvia da lei, quaisquer que sejam as circunstâncias atenuantes que lhe possamos conceder, mas o que aceita as regras da sociedade que o acolhe.»

Hervé Algalarrondo, Les Beaufs de Gauche : ces adeptes du prêt-à-penser, JC Lattès, 1994

O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus

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Os dirigentes da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e da República Checa reuniram-se na passada terça-feira em Varsóvia para debaterem as imposições da União Europeia no que respeita às quotas de acolhimento de “refugiados”. Estes países estabeleceram um acordo para fins de cooperação, o qual ficou conhecido como Grupo de Visegrad ou V4.

No referido encontro a primeira-ministra polaca, Beata Szydło, criticou Dimitris Avramopoulos, comissário da União Europeia para as migrações, pelas declarações deste, o qual afirmou “não haver mais desculpas” e “que não haverá mais conversações sobre as recolocações“.

Szydło, falando enquanto primeira-ministra, mas também como porta-voz do Grupo de Visegrad respondeu, declarando que “O Grupo de Visegrad, do qual faz parte a Polónia, nunca aceitará a chantagem e não concordará com tal imposição“(1). Por seu turno o vice-primeiro ministro polaco, Jarosław Gowin, declarou que “Resolver o problema passa pela eliminação da fonte do problema, que é obter a paz no Oriente Médio“.

O Grupo de Visegrad mostra-se assim unido e resoluto no que toca à questão dos “refugiados”. De recordar que na semana passada a Hungria recusou aceitar 5.000 imigrantes que rumaram para a Suécia, mas que agora a nação nórdica pretende devolver à Hungria, alegando que estes imigrantes se registaram inicialmente nesta república centro-europeia.  Continue reading “O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus”

Despovoamento do interior: flagelo demográfico

Por Rui Amiguinho
Professor do ensino básico e secundário, Licenciado pré-Bolonha em Informática e Gestão de Empresas e pós-graduado em Ciências da Educação, Presidente da Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro e da Associação Ecológica Motus Veritis, Co-editor do projecto livreiro Contra-Corrente

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A concentração de investimentos no litoral do país funciona como um sorvedouro de população que aflui às cidades com as inerentes necessidades de habitação, vias de comunicação e transportes. As grandes cidades do litoral estão à beira do colapso urbanístico promovendo a degradação ambiental devido à construção desenfreada em terrenos agrícolas e florestas.

A qualidade de vida ressente-se: ainda que os equipamentos sociais, lúdicos ou os postos de trabalho melhor remunerados se encontrem no litoral, a forte massificação a que este está sujeito cria comunidades sem elos de ligação entre si, algo que ainda existe no interior.

A descaracterização das cidades é ainda mais evidente pela presença (maioritária, em certas zonas) de comunidades alógenas, desenraizadas, e não poucas vezes portadoras de uma matriz cultural e civilizacional com valores contrários, ou mesmo incompatíveis, com os nossos.  A elevada criminalidade que se conhece nas grandes cidades está directamente associada a este desenraizamento e a estas comunidades, algo que é propositadamente escamoteado pelo poder dominante, pela necessidade deste em manter este “exército” de mão-de-obra barata e de baixo poder reivindicativo.

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Sempre na vanguarda da informação (episódio I)

Por João Vaz
Licenciado em Filosofia

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Sempre na vanguarda da informação apresentamos hoje a entrevista com o ministro Ding Dong, responsável britânico pela segurança, isto a propósito do sucedido em Londres.

-Sr. Ministro, um primeiro comentário a este atentado.

-Ora bem, em primeiro lugar há que ter cuidado com as palavras. A expressão atentado parece-me muito forte e pode dar azo a interpretações erradas. Como sabemos que não se trata de insurgência, de resistência? A nossa BBC, com o seu selo de qualidade, recusa-se a usar o termo “terrorista” pois o terrorista de uns é o combatente da liberdade de outros. Além disso, como nos ensinou Jacques Derrida e a gramatologia…

-Certamente, sr. Ministro. Mas diga-nos, qual vai ser a reacção a estes acontecimentos?

-Qual vai ser? Já foi! Já reagimos e de forma exemplar! Deixe-me dizer-lhe que os nossos aliados franceses desligaram a luz da Torre Eiffel em sinal de solidariedade, enviando assim uma mensagem muito forte aos insurgentes. Foram colocadas flores no locar do sucedido. No nosso caso, em reunião, os ministros discutiram medidas semelhantes. Houve mesmo uma proposta de desligar o Big Bang e…

-Peço desculpa por interromper, sr. Ministro, mas refere-se ao Big Ben, certamente.

-Ou isso, é igual. Mas concordou-se que tal seria excessivo. Optou-se por medidas mais concretas mas, ainda assim, firmes. Vamos pedir aos senhores do Dito Estado Dito Islâmico, como muito bem diz um grande comentador do vosso país, se não se importam de parar com estas acções. Mas temos de ter cuidado com as reacções, é necessário não cedermos à xenofobia e à islamofobia. Veja, tivemos um ministro, não vou dizer qual, a sugerir que usássemos uma bandeira britânica na lapela. Imagine-se! Que sinal daríamos? Que somos xenófobos e de extrema-direita! Não, temos de ter muita cautela porque não queremos magoar os nossos irmãos islâmicos nem fazer o jogo dos racistas.

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O affaire Dijsselbloem ou um caso de fake news na fake European Union?

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Racista, xenófobo e sexista”, afirmou o primeiro-ministro do governo não-eleito, António Costa, referindo-se às declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. O senhor Costa, desatento dos workshops do Bloco de Esquerda, deveria já conhecer a lição; quando se saca da cartilha deve-se fazer uso integral da mesma e, como tal, deveria ter reforçado a acusação ao político holandês com os restantes e sonantes lugares-comuns: homofóbico, islamofóbico, anti-semita, nazi-fascista, transfóbico e misógino. O impacto era outro e teríamos agora os membros da LGBTQI… (e restantes letras do abecedário) a fazer coro dos protestos.

Mas o que disse afinal o presidente do Eurogrupo, organismo que ninguém conhece? Continue reading “O affaire Dijsselbloem ou um caso de fake news na fake European Union?”

A ERA DO POPULISMO

Populismo. Esta é indubitavelmente a palavra que se encontra na ordem do dia e quiçá a mais proferida pelas classes política e jornalista na Europa. Sempre que lemos nos jornais ou ouvimos na tv ou rádio, o populismo é revestido de uma carga imensamente negativa. Tal prática discursiva tem por objectivo descredibilizar determinados movimentos ou personalidades e simultaneamente incutir receio e rechaço nos leitores ou espectadores.

Mas o que é e representa realmente este populismo?

Numa descrição simplista o populismo pode ser entendido como um movimento de transformação política que concebe o povo como o principal actor no terreno da acção política, movimento esse que se afirma por oposição ao poder instituído – seja ele político, económico, financeiro, social ou mediático – e que, por norma mas não necessariamente, projecta na figura de um dirigente carismático a antítese daquilo que a classe dirigente representa.

Não sendo fácil enquadrar ideologicamente o populismo à esquerda ou à direita, historicamente o populismo manifestou – se ora como fenómeno de cariz direitista, ora como derivação esquerdista, mormente na América do Sul, continente onde os movimentos populistas geraram uma dinâmica de integração das massas populares na vida política. Continue reading “A ERA DO POPULISMO”