O idiota de esquerda: esse adepto do pronto-a-pensar

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«Na realidade não é apenas o homem de direita mas o homem do povo em geral que a “intelligentsia” de esquerda suspeita de ter reflexos fascizantes (…)

A esquerda caviar que, por desejo pedagógico, envia a sua prole para liceus de excelência ou escolas bilingues, deveria olhar para dentro de casa antes de falar do racismo dos pais que retiram os seus filhos de escolas difíceis para os colocar em estabelecimentos onde poderão procurar uma escolaridade normal. (…) Os que encontram todas as virtudes nos estrangeiros não são os que coabitam com eles. Digamo-lo sem ambivalências: neste assunto, a “intelligentsia” não tem um discurso de esquerda mas um discurso de classe. O discurso de uma burguesia liberal, certamente generosa, mas ignorante dos fenómenos provocados pela imigração nos bairros onde ela é massiva. (…) A cegueira voluntária do idiota de esquerda sobre a imigração exerce-se particularmente no domínio da criminalidade. As estatísticas mostram sem contestação possível que existe uma sobre-delinquência estrangeira, por vezes importante, nomeadamente no domínio da droga (…) Esta situação não perturbaria os idiotas de esquerda se tivessem ainda alguns rudimentos de marxismo e não tivessem sucumbido à religião dos direitos do homem, esse novo ópio dos intelectuais (…)

Por romantismo pseudo-revolucionário o coração do idiota de esquerda só vibra pelo excluído “exótico”, quer este viva sob o sol dos trópicos ou passeie os seus dreadlocks nos bairros da Europa. (…) A sua apreensão da imigração é puramente intelectual. E traduz sobretudo o seu sentimento de culpa face a uma colonização muitas vezes selvagem, a uma descolonização falhada e à importação massiva, do tempo do pleno emprego, de uma mão-de-obra estrangeira barata (…) Sobre os ditos temas de sociedade, a ideologia do idiota de esquerda é dominante entre os jornalistas, para lá das simpatias partidárias (…) Desde que a vítima seja “de cor”, eles decretam o carrasco racista, quando a análise objectiva dos factos remete muitas vezes para outras explicações. (…)

Os problemas ligados à imigração deveriam ser apreendidos de forma global, com o desejo de tratar equitativamente todos os parceiros. Não deveria haver de um lado o “branco” obrigado a todos os deveres, incluindo o de viver sem se queixar uma coabitação discutível, e do outro lado os imigrantes com todos os direitos, incluindo o direito a serem isentados de deveres (…) A “intelligentsia” de esquerda deve livrar-se do seu sentimento de culpa para fazer face à realidade: o imigrante a encorajar hoje em dia não é o que se desvia da lei, quaisquer que sejam as circunstâncias atenuantes que lhe possamos conceder, mas o que aceita as regras da sociedade que o acolhe.»

Hervé Algalarrondo, Les Beaufs de Gauche : ces adeptes du prêt-à-penser, JC Lattès, 1994

O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus

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Os dirigentes da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e da República Checa reuniram-se na passada terça-feira em Varsóvia para debaterem as imposições da União Europeia no que respeita às quotas de acolhimento de “refugiados”. Estes países estabeleceram um acordo para fins de cooperação, o qual ficou conhecido como Grupo de Visegrad ou V4.

No referido encontro a primeira-ministra polaca, Beata Szydło, criticou Dimitris Avramopoulos, comissário da União Europeia para as migrações, pelas declarações deste, o qual afirmou “não haver mais desculpas” e “que não haverá mais conversações sobre as recolocações“.

Szydło, falando enquanto primeira-ministra, mas também como porta-voz do Grupo de Visegrad respondeu, declarando que “O Grupo de Visegrad, do qual faz parte a Polónia, nunca aceitará a chantagem e não concordará com tal imposição“(1). Por seu turno o vice-primeiro ministro polaco, Jarosław Gowin, declarou que “Resolver o problema passa pela eliminação da fonte do problema, que é obter a paz no Oriente Médio“.

O Grupo de Visegrad mostra-se assim unido e resoluto no que toca à questão dos “refugiados”. De recordar que na semana passada a Hungria recusou aceitar 5.000 imigrantes que rumaram para a Suécia, mas que agora a nação nórdica pretende devolver à Hungria, alegando que estes imigrantes se registaram inicialmente nesta república centro-europeia.  Continue reading “O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus”

Despovoamento do interior: flagelo demográfico

Por Rui Amiguinho
Professor do ensino básico e secundário, Licenciado pré-Bolonha em Informática e Gestão de Empresas e pós-graduado em Ciências da Educação, Presidente da Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro e da Associação Ecológica Motus Veritis, Co-editor do projecto livreiro Contra-Corrente

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A concentração de investimentos no litoral do país funciona como um sorvedouro de população que aflui às cidades com as inerentes necessidades de habitação, vias de comunicação e transportes. As grandes cidades do litoral estão à beira do colapso urbanístico promovendo a degradação ambiental devido à construção desenfreada em terrenos agrícolas e florestas.

A qualidade de vida ressente-se: ainda que os equipamentos sociais, lúdicos ou os postos de trabalho melhor remunerados se encontrem no litoral, a forte massificação a que este está sujeito cria comunidades sem elos de ligação entre si, algo que ainda existe no interior.

A descaracterização das cidades é ainda mais evidente pela presença (maioritária, em certas zonas) de comunidades alógenas, desenraizadas, e não poucas vezes portadoras de uma matriz cultural e civilizacional com valores contrários, ou mesmo incompatíveis, com os nossos.  A elevada criminalidade que se conhece nas grandes cidades está directamente associada a este desenraizamento e a estas comunidades, algo que é propositadamente escamoteado pelo poder dominante, pela necessidade deste em manter este “exército” de mão-de-obra barata e de baixo poder reivindicativo.

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Marine Le Pen é a preferida entre os jovens

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Uma recente sondagem realizada pelo Centre de recherches politiques de Sciences Po revela que a candidata presidencial pelo Front National, Marine Le Pen, é a que colhe mais simpatia entre os jovens franceses de raiz e também entre os jovens descendentes da imigração europeia, destacando-se os portugueses.

Ainda que tal se afigure bizarro para as infantis mentes de esquerda e quejandos, na realidade este resultado não serve senão para demonstrar que o problema na Europa não reside na migração intra-europeia, uma vez que os europeus partilham características etno-culturais comuns e que permitem que portugueses se integrem perfeitamente na sociedade gaulesa, polacos na sociedade inglesa ou ucranianos na sociedade lusa.

O problema encontra-se, pois então, na imigração extra-europeia, uma imigração que teve inicio nos anos 60 do século passado, com a chamada descolonização europeia, e que, incrivelmente, nunca foi colocada a sufrágio popular, uma imigração que pelas suas características culturais e religiosas se revelou incompatível com os nossos padrões culturais e hábitos sociais, geradora de conflitos e movida em muitos casos por um espírito revanchista e de conquista.