O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus

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Os dirigentes da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e da República Checa reuniram-se na passada terça-feira em Varsóvia para debaterem as imposições da União Europeia no que respeita às quotas de acolhimento de “refugiados”. Estes países estabeleceram um acordo para fins de cooperação, o qual ficou conhecido como Grupo de Visegrad ou V4.

No referido encontro a primeira-ministra polaca, Beata Szydło, criticou Dimitris Avramopoulos, comissário da União Europeia para as migrações, pelas declarações deste, o qual afirmou “não haver mais desculpas” e “que não haverá mais conversações sobre as recolocações“.

Szydło, falando enquanto primeira-ministra, mas também como porta-voz do Grupo de Visegrad respondeu, declarando que “O Grupo de Visegrad, do qual faz parte a Polónia, nunca aceitará a chantagem e não concordará com tal imposição“(1). Por seu turno o vice-primeiro ministro polaco, Jarosław Gowin, declarou que “Resolver o problema passa pela eliminação da fonte do problema, que é obter a paz no Oriente Médio“.

O Grupo de Visegrad mostra-se assim unido e resoluto no que toca à questão dos “refugiados”. De recordar que na semana passada a Hungria recusou aceitar 5.000 imigrantes que rumaram para a Suécia, mas que agora a nação nórdica pretende devolver à Hungria, alegando que estes imigrantes se registaram inicialmente nesta república centro-europeia.  Continue reading “O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus”

Despovoamento do interior: flagelo demográfico

Por Rui Amiguinho
Professor do ensino básico e secundário, Licenciado pré-Bolonha em Informática e Gestão de Empresas e pós-graduado em Ciências da Educação, Presidente da Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro e da Associação Ecológica Motus Veritis, Co-editor do projecto livreiro Contra-Corrente

Raizes

A concentração de investimentos no litoral do país funciona como um sorvedouro de população que aflui às cidades com as inerentes necessidades de habitação, vias de comunicação e transportes. As grandes cidades do litoral estão à beira do colapso urbanístico promovendo a degradação ambiental devido à construção desenfreada em terrenos agrícolas e florestas.

A qualidade de vida ressente-se: ainda que os equipamentos sociais, lúdicos ou os postos de trabalho melhor remunerados se encontrem no litoral, a forte massificação a que este está sujeito cria comunidades sem elos de ligação entre si, algo que ainda existe no interior.

A descaracterização das cidades é ainda mais evidente pela presença (maioritária, em certas zonas) de comunidades alógenas, desenraizadas, e não poucas vezes portadoras de uma matriz cultural e civilizacional com valores contrários, ou mesmo incompatíveis, com os nossos.  A elevada criminalidade que se conhece nas grandes cidades está directamente associada a este desenraizamento e a estas comunidades, algo que é propositadamente escamoteado pelo poder dominante, pela necessidade deste em manter este “exército” de mão-de-obra barata e de baixo poder reivindicativo.

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Factos acerca dos “refugiados de Aveiro” que afinal são terroristas

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Esta semana as autoridades alemãs entregaram à Polícia Judiciária um cidadão marroquino ligado ao terrorismo islâmico. Trata-se do segundo cidadão marroquino, a quem o Estado português concedeu o estatuto de refugiados e que foram instalados em Aveiro, detido por suspeita de actividade terrorista. Mas passemos aos factos:

  • Abdessalam Tazi, 63 anos, teria ainda em Marrocos a função de recrutador para o Estado Islâmico.
  • Abdessalam Tazi tinha a intenção de conseguir o asilo político em Portugal e fazer do nosso país uma base da sua actividade para o resto da Europa.
  • Abdessalam Tazi identificava jovens islamitas radicais dispostos a emigrarem e proporcionava-lhes documentos e bilhetes de viagem.
  • Abdessalam Tazi conheceu Hicham el Hanachi e chegaram em 2013 ao aeroporto de Lisboa com passaportes e identidades falsas, alegando ser essa única forma de fugir do país onde eram perseguidos politicamente.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi esconderam que se conheciam.
  • Abdessalam Tazi afirmou ser polícia em Marrocos e assumiu-se opositor ao regime marroquino, defendendo uma linha islâmica mais radical.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi obtiveram estatuto de refugiados em 2014.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi foram monotorizados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, organismo que confirmou que estavam tentar a radicalizar jovens no centro de refugiados da Bobadela e entre outros membros da comunidade marroquina em Portugal.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi recrutaram pelo menos dois jovens, um deles também refugiado, que acabaram por se juntar ao ISIS na Síria.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi, ao abrigo do estatuto de refugiados concedido pelas autoriades portugueses, viajaram, de acordo com os registos conhecidos para Espanha, Inglaterra, França, Grécia, Turquia e até Brasil.
  • Abdessalam Tazi e Hicham el Hanachi separaram-se no ano passado, vindo Hicham el Hanachi a ser detido em Novembro pela polícia francesa por suspeita de estar a preparar um atentado ao Disneyland Paris, depois de se ter percebido que havia estado na Síria onde recebeu treino militar com o ISIS.
  • Abdessalam Tazi tinha também residência na Alemanha, país onde acabou por ser preso por crimes relacionados com falsificações, burlas e fraudes, que serviam de financiamento da sua actividade.

Levantam-se agora as seguintes questões:

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