O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus

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Os dirigentes da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e da República Checa reuniram-se na passada terça-feira em Varsóvia para debaterem as imposições da União Europeia no que respeita às quotas de acolhimento de “refugiados”. Estes países estabeleceram um acordo para fins de cooperação, o qual ficou conhecido como Grupo de Visegrad ou V4.

No referido encontro a primeira-ministra polaca, Beata Szydło, criticou Dimitris Avramopoulos, comissário da União Europeia para as migrações, pelas declarações deste, o qual afirmou “não haver mais desculpas” e “que não haverá mais conversações sobre as recolocações“.

Szydło, falando enquanto primeira-ministra, mas também como porta-voz do Grupo de Visegrad respondeu, declarando que “O Grupo de Visegrad, do qual faz parte a Polónia, nunca aceitará a chantagem e não concordará com tal imposição“(1). Por seu turno o vice-primeiro ministro polaco, Jarosław Gowin, declarou que “Resolver o problema passa pela eliminação da fonte do problema, que é obter a paz no Oriente Médio“.

O Grupo de Visegrad mostra-se assim unido e resoluto no que toca à questão dos “refugiados”. De recordar que na semana passada a Hungria recusou aceitar 5.000 imigrantes que rumaram para a Suécia, mas que agora a nação nórdica pretende devolver à Hungria, alegando que estes imigrantes se registaram inicialmente nesta república centro-europeia.  Continue reading “O grupo de Visegrad, linha da frente dos interesses dos europeus”

Contra a UE, por outra Europa

Por Ilda Rodrigues

A União Europeia vai morrer porque as pessoas não a querem mais

 – Marine Le Pen

Muito se tem falado e discutido acerca desta intitulada União Europeia, a verdade dos factos no entanto, tem-nos levado a reflectir que de união não tem nada e de europeia muito menos.

Ao longo dos anos verificamos que, nós europeus, na realidade caímos numa armadilha que parece não ter fim, pelo menos assim parece a quem pena nas mãos de uma máfia que nos tem aprisionado num garrote que nos estrangula.

Começou por um aspecto meramente económico, se alguém se lembra do nosso acordo de pescas com Marrocos a que tivemos de renunciar porque os mesmo marroquinos não queriam esse acordo com os espanhóis , esses sim verdadeiros predadores do mar, ficámos assim com os nossos direitos negociais restringidos  aos interesses e questiúnculas de outrém. Como tal não bastava fomos cedendo direitos e poderes sobre soberania, relações internacionais e afins.  Continue reading “Contra a UE, por outra Europa”